Dia de bancada – Brincos e Anéis 12 de agosto de 2010 6 Comments
Afogando em joias – volto já! 10 de agosto de 2010 No Comments
Acessório do dia – Frio 4 de agosto de 2010 No Comments
Dia especial – aniversário da Dana 3 de agosto de 2010 3 Comments

Esta é minha companheira que toma conta de mim, das estantes e do atelier com muito dengo, malemolência e um gênio louco. Ela tem as águas marinhas mais lindas do mundo no lugar dos olhos. Seu nome é Dana, ela é carioca e hoje ela faz 12 anos!
Dá para até inventar uma história relacionando gatos com joalheria. Imagina a quantidade de pingentinho de gato que o pessoal usava no Egito Antigo. Tem o crisoberilo olho de gato de que eu já falei aqui. Tem o gato da Alice da H.Stern aqui. Que joias a mulher-gato usava?

Tabby Cat, broche anos 60 com esmeraldas e esmalte em ouro amarelo, da Van Cleef & Arpels. Outro broche anos 60, com crisoprásios e coral em ouro amarelo, da Cartier. Frasco de perfume esculpido em calcedônia negra com esmeraldas, diamantes em lapidação rosa e ouro amarelo, realizado em 1895 e assinado por Frédéric Boucheron. Anel com diamantes brancos, amarelos, marrons e negros em ouro branco, da coleção Animal World da Chopard
Notícias da gringolândia 2 de agosto de 2010 No Comments

Chelsea Clinton casou-se com Marc Mezvinsky no sábado, dia 31 de julho. Ela fez um estilo clássico e usou peças delicadas com diamantes em platina (ou ouro branco). Sabe-se que a família foi super assediada por todos os joalheiros de renome, mas optou por usar peças próprias, ser discreta e elegante (a filha, não a mãe) e não divulgar quase nada, só o inevitável. O vestido da noiva, por exemplo, foi Vera Wang
Juro que não era essa notícia que estava na minha mira. Depois de horas tentando achar alguma foto de Anna Wintour no jantar que ela ofereceu na semana passada para arrecadar fundos para o partido de Obama, desisti. Nem a Michelle compareceu. Há uma meia dúzia de fotos de notáveis correndo para entrar e sair da residência de Anna. Calor dos infernos em NYC, todo mundo meio casual e desprovido de bling. Lá dentro, só Deus sabe.
A família Clinton também foi reservada, porém distribuiu uma meia dúzia de fotos oficiais do casório de sua filha única para a imprensa. Já que eu estou num momento Noivas, nada mais justo do que comentar as peças usadas por mãe e filha.

Chelsea, uma menina que zela por sua privacidade, só teve seu anel de noivado fotografado, por conta de um acidente e do uso de muletas num evento em abril. Não fosse isso, ninguém teria uma foto do tal anel. Também ninguém desconfia até agora quem é o responsável pela peça. Só se sabe o que a fotinha permite ver: um diamante enorme lapidação princesa ou esmeralda ou Asscher em platina ou ouro branco

Hillary Clinton usou vestido de Oscar de La Renta e umas joias bem esquisitinhas, mas isto definitivamente é seu estilo. O colar de várias voltas parece ser de quartzo rosa e os brincos em forma de laço com pingente parecem mesclar algo também rosa, provavelmente safiras ou turmalinas, com brilhantes. Vai saber. E o look do rehearsal dinner? Os jornais americanos estão considerando enorme progresso no styling da secretária de estado. Hã?
Acessório do dia – Bye, bye Rio 26 de julho de 2010 No Comments
Delírios Fantásticos – Alta Joalheria 24 de julho de 2010 2 Comments
Quando a crise aperta é que é hora de sonhar. Um pouco de escapismo não faz mal a ninguém. Depois deste bisonho retorno dos anos 80, já está dando o ar de sua graça um espírito anos 90, mais puro (já que clean e simples são termos démodés). Vem aí um momento engajadíssimo na ecoeficiência e nas questões do desenvolvimento sustentável. Isto na moda, porque na joalheria é tempo de delírios fantásticos, que lembram um bocado a opulência dos anos 50, quando todo mundo não aguentava mais ficar relembrando o miserere da guerra. As grandes casas de Haute Joaillerie parecem ter aprendido a lição com Joãozinho Trinta: pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza são os intelectuais. Principalmente com o baixo astral reinante na Comunidade Européia e nos EUA.
Há duas ou três mil pessoas no mundo que podem arcar com as despesas da alta costura e da alta joalheria. O problema não é só poder adquirir uma dessas joias, ou vocês acham que é barato fazer o seguro, transportar, guardar e conservar uma joia de verdade? O resto do mundo só quer mesmo sonhar e comprar os infinitos subprodutos que as marcas de alto luxo despejam no mercado, para saciar nosso desejo de colocar o dedinho nesse universo.
Esta indústria – quem ainda não entendeu que isso é um dos motores da economia mundial, vá assistir o monólogo de Meril Streep sobre o cerúleo em O Diabo Veste Prada – é constituída de peças únicas que utilizam as gemas e os metais mais preciosos, por sua beleza e raridade. Tudo reunido com as técnicas mais complexas e pelas mãos mais especializadas do mundo. Estamos falando de obras de arte que podem facilmente levar seis meses, um ano para ficar prontas.
Boucheron, Chanel Joaillerie, Chaumet, Dior Joaillerie, Mellerio dits Meller e Van Cleef & Arpels só são conhecidos de nós, comuns mortais, por causa dos red carpets e dos eventos sociais enlouquecidamente registrados para nosso deleite, ou não, a depender do evento. Este ano, eles se reuniram à Chambre Syndicale de la Haute Couture, da Fédération Française de la Couture, du Prêt-à-porter, des Couturiers et des Créateurs de Mode – que pode ser traduzido para o Brasil como simplesmente Paulo Borges – e no dia 8 de julho, um dia após os término dos desfiles de alta costura, abriram seus salões para mostrar as obras de arte que vocês vão ver agora. Vale ressaltar que outras joalherias do mesmo porte, como Cartier, optaram por não relacionar seu trabalho com a sazonalidade implícita numa semana de moda e apresentarão seus novos trabalhos à parte. Outra ressalva: a alta joalheria de verdade, prá valer, nunca é fotografada ou exposta. O que vamos ver agora é o que um milionário, apertando um pouco o cinto, pode comprar.

Van Cleef & Arpels se inspirou em livros de Julio Verne para criar a coleção Les Voyages Extraordinaires (As Viagens Extraordinárias) com 100 peças excepcionais. O broche Meduse Lune com opalas, pérolas e diamantes em ouro branco faz parte da linha Vinte Mil Léguas Submarinas. Já o Colar Astre com opala negra, safiras e diamantes em ouro branco pertence à linha Da Terra à Lua. O broche Maximus tem um deslumbrante topázio lapidação pêra pendurado na tromba do elefante e conta ainda com uma safira, diamantes brancos e diamantes cinza em ouro branco e é da linha Cinco Semanas em um Balão. Os brincos Stromboli com safiras violeta, diamantes amarelos e diamantes brancos em ouro branco são da linha Viagem ao Centro da Terra
E imaginar que dei minha coleção do Julio Verne no ano passado, mas creio fortemente que as novas gerações têm muito o que delirar com meu amigo Julio.

Mellerio dits Meller buscou em seus arquivos as preferências de Maria Antonieta para criar o conjunto Rubambelle de safiras rosa e diamantes em ouro cinza; o colar Conversation com os mesmos materiais; o relógio Marie-Antoinette; e o leque Marie-Antoinette com madrepérolas e diamantes em ouro cinza; mais um pingente-frasco de perfume, um espelhinho de bolsa e alguns broches. Todas as peças fazem parte da coleção Reines du Coeur (Rainhas do Coração). Esta coleção homenageia ainda as clientes rainhas e imperatrizes européias: Louise da Bélgica, Joséphine de Beauharnais da França, Eugénie da França, Désirée da Noruega e Caroline Bonaparte de Nápoles. Para cada uma delas foi dedicado um relógio e um anel

Dior Joaillerie apresentou peças de três linhas: La Rose Dior (A Rosa Dior), Le Coffret de Victoire (A Caixa de Joias de Victoire de Castellani, a designer) e Incroyables et Merveilleuses (Incríveis e Maravilhosos). Aqui, o colar Précieuses Roses com esmeraldas, safiras rosa e diamantes em ouro branco; o anel Rosa Dior Bagatelle com rubis, esmeraldas e diamantes em ouro branco; o anel Le Coffret de Victoire com coral, ametistas, granadas, tsavoritas, safiras laranja e safiras violeta, em ouro rosa e branco; os brincos também Coffret de Victoire com opalas verdes, berilos amarelos, espessartitas, tsavoritas, safiras rosa, turmalinas paraíba e laca rosa-choque, em ouro amarelo; e os brincos Incroyables et Merveilleuses Mer com citrinos, rubis, turmalinas paraíba, safiras laranja e safiras violeta em ouro amarelo

Chanel Joaillerie criou a Coleção Pluma com 35 joias inspiradas no broche Plume, da coleção Bijoux de Diamants criada com a participação da própria Chanel em 1932. O Colar Plume tem dois diamantes em lapidação pêra e pavê de diamantes em ouro branco. No detalhe, a nova versão do broche original com pavê de diamantes e ouro branco

Chaumet comemora 230 anos e homenageia sua primeira cliente real, a imperatriz Joséphine de Beauharnais, esposa de Napoleão, com uma coleção baseada em diademas e tiaras. Embora a coleção apresente outras peças, ela se destaca por dar um toque de classe na moda de joias para penteados que já vem se anunciando há quase dois anos. O diadema Joséphine traz um diamante Jonquille (amarelo intenso) central e diamantes em lapidação baguete e brilhante sobre platina. O diadema Attrape-moi... si tu m’aimes (enrede-me se você me ama, ops. Eu e minhas traduções) tem turmalinas rosa, peridotos, citrinos e diamantes em ouro amarelo. A tiara-fita Joséphine tem turmalinas, peridotos e diamantes em ouro cinza. Essa última está modinha pura

Boucheron realizou peças que falam de Le Jeu de la Séduction (O Jogo da Sedução) e os nomes das linhas descrevem dos rituais de beleza até a hora H. O colar Taille de Guêpe (Cintura de Vespa) tem pérolas rosa e pavê de diamantes em lapidação pêra, navete e redonda em ouro branco. Todas as partes são destacáveis e se tornam um par de brincos, dois broches e um pingente. O colar Coquette Houpette (num esforço de tradução minha mãe lembrou que isso se chamava trussa, do francês trousse, de pó de arroz. Ai, eu lembro que ela tinha um numa caixa rosa clarinho) apresenta uma safira central, safiras azul, rosa e violeta, diamantes e plumas. As peças centrais podem ser usadas como broches e o colar é ajustável. O anel Envoûtant Sillage (Aroma Inebriante) traz um diamante lapidação pêra no centro e pavê de diamantes em ouro branco. O colar Accroche-Coeur (que em português castiço significa pega-rapaz, aquele cachinho de cabelo bem anos 20 e depois anos 50) está repleto de diamantes em lapidações diversas sobre ouro branco. Este colar pode ser repartido em dois braceletes, um broche e um barrete. Os brincos Dessous Chics (Roupa Íntima Chique) leva esmeraldas em gota e pavê de diamantes em ouro branco. O colar Baiser Volé (Beijo Roubado) tem um lindo rubi oval com pavê de rubis, safiras rosa e diamantes em ouro branco. O colar Attraction Fatale, que dispensa tradução e trata do que interessa, vem com uma safira redonda central e pavê de safiras e diamantes em ouro branco. Seu centro também é um broche e o colar sem ele pode ser usado de várias maneiras
Pronto. Aqui temos material para muitos sonhos e delírios.
Acessórios do filme Comer, Rezar, Amar – Parte 2 22 de julho de 2010 1 Comment
Pronto. Lançaram a coleção do filme como eu antecipei aqui. Não contei, mas são algo em torno de cem produtos na faixa dos 74 dólares, para deixar qualquer fã do livro e do filme louca. Se não me falha a memória tinha uma conversa de desapego no livro, que li lá atrás quando foi lançado e ninguém imaginava que ia fazer a cabeça de tanta gente em tempos de cólera. As peças vêm, como na coleção de Sex and the City, com cartõezinhos cheios de frases inspiradoras, tipo: atravessem a vida com corações abertos e espírito aventureiro.
Eu particularmente gostei muito mais do conceito das subcoleções e sua programação visual do que das peças em si. Dêem uma olhada. E para ver as peças dêem um pulo no site da Dogeared.
Dia de bancada – Peças de montão 3 Comments
Nem todo dia é dia de bancada. Depois de vários dias de muita labuta nela, agora vem a melhor parte. Viajar e mostrar o trabalho para todo mundo que quiser ver. Dá medinho de vez em quando: vai que acham tudo horrível! Mas com o tempo a gente aprende que cada peça tem seu dono e às vezes o encontro não é imediato. Mas cá estou no Rio de Janeiro onde, felizmente, minhas peças mais abusadas e queridas sempre fazem sucesso. Oba!

Colares com turmalinas (cascalho e cabochões) em prata. O colar da foto menor é lindo, eu juro, mas e a preguiça de trazer o notebook e a máquina fotográfica...
Happy Hour – Anéis inspirados em drinks da Piaget 16 de julho de 2010 2 Comments
Os relojoeiros e joalheiros da suiça Piaget resolveram levar ao pé da letra os cocktail rings. O mais interessante é que, se lembrarmos a origem da expressão, estas peças têm tudo a ver. No período da Lei Seca nos EUA, anéis enormes e coloridíssimos eram usados pelas mulheres mais elegantes e bem relacionadas, demonstrando não só que elas burlavam a lei e consumiam bebidas alcóolicas como, principalmente, que estavam no circuito exclusivíssimo das cocktail parties. Isso no mundo exterior, porque nas festas o negócio era segurar o copo do martini com o anelão bem à mostra.

Anel Mojito – turmalina em lapidação almofada (péssimo o nome), citrino em forma de limão e 16 tsavoritas redondas, 120 esmeraldas redondas, 8 esmeraldas em lapidação marquesa, 182 diamantes em lapidação brilhante em ouro branco (tem gente por aí achando que é caipirinha, mas folhas de hortelã não fazem parte da receita...)

Anel Blue Ocean – topázio azul em lapidação almofada, uma cornalina redonda e 122 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco

Anel White Tonic – 44 diamantes em lapidação brilhante e um peridoto redondo facetado, em ouro branco

Anel Blueberry Daïquiri – ametista em lapidação almofada, 30 safiras rosa em lapidação brilhante, um rubi em lapidação cabochão e 121 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco

Anel Cosmopolitan – rubelita em lapidação almofada, um citrino em forma de carambola, peridotos redondos e 197 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco
Thank God it´s Friday!
Se quiser preparar uns drinks no drinkslog tem um monte de receitas.





















