O anel da Dakota Fanning 8 de julho de 2010 No Comments
Dakota Fanning ficou adulta e arrasa no visual dos red carpets. Em meio aos vampiros com glitter da Saga Crepúsculo, ela brilhou com um look Elie Saab, Christian Louboutin e anel deslumbrante. O cocktail ring é de Neil Lane, joalheiro responsável pelo anel de noivado de nove entre dez estrelas de Hollywood. Eu jurava pela foto que era um anel com pérola central e diamantes, mas as minhas fontes ornamentais insistem em que é um anel de diamantes. Então tá. Este é o anel do Neil Lane mais parecido com o que a Dakota mostra na foto.
Dia de Bancada – Colar 7 de julho de 2010 No Comments
Joaninhas preciosas trazem boa sorte No Comments

Anel Ladybird com opalas rosa, safiras amarelas, rubis, pedras da lua e diamantes, da Maison Cartier
Joaninha já é um nome fantástico, mas em inglês eles também capricharam. Esse símbolo da sorte se chama ladybird na terra da rainha e ladybug na terra de Obama. Em muitos idiomas, há uma relação com Nossa Senhora (Our Lady) e seu manto vermelho, de representações anteriores ao conhecido azul e branco. Em espanhol, por exemplo, é mariquita.
Elas costumam aparecer na primavera, quando tudo muda para melhor lá no hemisfério norte, e protegem as colheitas de pragas comuns. Por isso, são conhecidas como portadoras de boa sorte – riquezas, alimentos, matrimônios, bom tempo – conforme o gosto do freguês. Elas sempre tiveram um lugar especial no coração das crianças, provavelmente porque dá para brincar com elas sem que saiam voando imediatamente. Há até uma cantiga tradicional:
Ladybird, ladybird, fly away home
Your house is on fire and your children are gone
All except one, and that’s Little Anne
For she has crept under the warming pan.
Mas o que as meninas lembram mesmo é da cena de Sob o sol da Toscana:
Listen, when I was a little girl, I used to spend hours looking for ladybugs.
Finally, I’d just give up and fall asleep in the grass.
When I woke up, they were crawling all over me.
A liçao das joaninhas é dar tempo ao tempo, mas se for com um anel maravilhoso fica bem mais fácil…
Kanye West, Hórus e Pirâmides 6 de julho de 2010 No Comments
Kanye West estabeleceu novo parâmetro para o universo do bling-bling. Durante sua apresentação no BET (Black Entertainment Television) Award, no dia 27 de junho, ele reluziu ouro de um jeito que só Tutankhamon, Ramsés ou Cleópatra seriam capazes.
Para sua performance da música Power (do novo álbum Good Ass Job), a joalheria Jacob & Co. criou uma corrente gigante com pingente de Hórus e um anel com pirâmides. Tudo em ouro 24 quilates e avaliado em 300 mil dólares.
Dizem as mais línguas que a crise americana está impedindo o pessoal do bling de fazer joias escandalosas, ou real statement pieces, de diamantes. Vamos combinar que Kanye contornou o problema de um jeito extremamente criativo. Ou alguém duvida que ele tenha sido o assunto da semana por aí.
Stilettos e diamantes 5 de julho de 2010 1 Comment
O mundo do bling-bling reuniu dois dos principais sonhos de consumo das mulheres: joias e sapatos. A joalheria The House of Borgezie e o joalheiro Christopher Michael Shellis criaram, depois de mais de três anos de pesquisa, um stiletto de ouro e diamantes. Claro que a maior parte da pesquisa esteve concentrada na criação do escultural salto. Afinal de contas, eles garantem que dá para usar a peça sem medo.
Você pode encomendar no seu número este mimo, se tiver mais de 100 mil libras disponíveis. Pequenas variações no preço são devidas ao material – ouro ou platina – e, imagino eu, ao tamanho do pezinho. Para completar a espetacular peça de joalheria são usados 2.200 diamantes, pesando 30 quilates, e solas e palmilha com direito a reposições, para nunca ficar com aquele ar de sapato usado. Detalhe fundamental: a garantia é eterna assim como os diamantes. Pode usar à vontade.
Fechada para balanço 30 de junho de 2010 No Comments
Joias de Princesa ou a Culpa é da Disney 28 de junho de 2010 1 Comment

A tiara de diamantes rosa da mina de Argyle – Austrália foi realizada pela joalheria Asprey e vale R$3,8 milhões. Ao lado, um anel da mesma mina e da mesma joalheria e que também está exposto na The Masterpieces Fair de Londres até amanhã
Esta tiara me levou à loucura no sábado e resolvi entender o porquê.
Primeiro, vamos aos fatos. Ela está exposta na feira de peças de ultra luxo mais fabulosa do mundo. The Masterpieces London Fair por si só já é uma loucura. Lá estão reunidos negociantes de antiguidades, vinhos, joias, carros e arte de olho nos principais colecionadores particulares e nos principais museus do mundo . Mas quando alguém resolve colocar suas melhores e mais raras gemas, além de seu melhor craftsmanship (sorry, estou sem palavras), para fora, aí é um delírio.
Esta tiara apresenta 178 diamantes rosa da mineradora Rio Tinto, todos provenientes da principal jazida de diamantes desta cor: a Argyle, que fica nos confins da Austrália. Ela foi realizada pela joalheria inglesa Asprey, que já apareceu aqui. John Glajz, que ora é apresentado como negociantes de diamantes, ora como designer de joias, declarou que a peça combina a mística e o romance de uma era passada com o design de um tesouro contemporâneo.
Ele me deu a pista para entender o que está acontecendo por aqui. (1) Na semana passada, fiz um post sobre um casamento real e, na seqüência, já anunciei que no ano que vem haverá outro tão ou mais glamuroso. (2) O adornos de cabeça têm sido uma constante em todos os desfiles nacionais e internacionais, assim como nos red carpets. (3) Ando fazendo muita pesquisa em torno de joias para noivas, porque tenho recebido algumas consultas a respeito e pretendo começar uma linha específica para atender donzelas nesse momento tão importante de suas vidas. (4) Para completar, os últimos dois meses foram tão corridos que nem tive tempo para me dedicar a posts sobre o meu próprio trabalho. Tudo isso junto deu numa surtada geral: virei uma princesinha. Só quero saber de tiaras e afins. De vez em quando é muito gostoso, mas o tempo todo é caso para procurar ajuda. Entretanto, todas nós já sabemos que a culpa é de Disney.
Infelizmente, desta tiara ainda não existe uma única foto decente disponível para o comum dos mortais até o momento.
Anel de Noivado – prévia do próximo casamento real 25 de junho de 2010 No Comments

Todo mundo já sabe que o último solteirão do mundo, Príncipe Albert de Mônaco, vai se casar com a nadadora olímpica sul-africana Charlene Wittstock. Último porque esta categoria deixou de existir, vamos deixar bem claro...
O que interessa é que daqui a pouco teremos outro casamento daqueles de abrir os cofres reais do mundo todo e deixar as mais belas joias respirar a brisa marinha de Mônaco.
Por enquanto, vamos nos distrair com o anel de noivado. A gema central tem mais ou menos 3 quilates (porque a realeza não solta release de anel de noivado) está rodeada de brilhantes e montada em ouro cinza (mais provável). A única coisa de que se tem absoluta certeza é de que o anel é uma criação da Maison Repossi, tradicional joalheria nascida em Turim há noventa anos, com lojas em Paris – Place Vendôme e no Principado, já que eles são os joalheiros oficiais da família real de Mônaco desde 1990.
Detalhe nada a ver: foi em sua loja parisiense que Dodi Al-Fayed teria encomendado o tal anel para Diana.
Em 2005, a joalheria foi sacudida pela chegada de sua herdeira, Gaia Repossi, ao cargo de diretora artística, aos 20 anos. Desde então são lançadas coleções moderninhas que bombam nos red carpets americanos e nas pistas de dança européias. It girl, a exemplo de Margherita Missoni, ela está trazendo a empresa para o século XXI e dando um sangue novo a suas criações.
Acessório do Dia No Comments
Já apresentei aqui o drink mais caro do mundo. Como hoje é sexta e todo mundo tem dinheiro para rasgar, aqui está uma opção para quem não tem tempo de ir a Tóquio, mas quer um happy hour bem bling-bling.
Diva é uma das vodkas mais caras no mercado. Além do complicado processo de destilação, as matérias primas são excepcionais. Para completar, uma de suas edições traz um cilindro interno de vidro onde são colocadas 48 gemas. Conforme as gemas, os preços variam entre R$160,00 e R$ 2 milhões. A primeira inclui uma seleção de cristais Swarovski e as mais caras incluem gemas e pepitas de ouro. O anúncio sugere que elas sejam colocadas como guarnição nos copos. Cuidado para não engolir .
Acessório do Dia 24 de junho de 2010 No Comments
Preciso fazer um mea culpa. Pisei na bola. Fui na onda dos anúncios oficiais da exposição de peças pré-colombianas que está na Pinacoteca de SãoPaulo e coloquei uma foto da peça mais impressionante do acervo do Museu do Ouro de Bogotá: a balsa muisca. Todos os anúncios traziam fotos dessa obra. Muita presunção achar que esta peça sairia por ai em turnê mundial, rs. O pior, eu vi na inauguração que ela não estava lá e me esqueci de fazer a correção aqui.
Entretanto, a exposição não decepciona. Aqui e alí a museografia deixa um pouco a desejar com legendas pouco esclarecedoras, mas as peças são fantásticas e há uns vídeos sobre sua produção que são imperdíveis. Vale assistir cada um deles.
Eu fui no dia da inauguração para assistir a palestra da diretora do Museu e do curador da exposição, mas quase não consegui ver as peças na sequência. Havia uma multidão na Pinacoteca. Voltei há dois fins de semana com amigos e foi bem mais gostoso. Começamos a brincar com algumas informações que faltavam e nos divertimos com o monte de bobagens com que preenchemos as lacunas. Poporo é o recipiente para armazenar cal. Para quê? Para processar coca. Há uma única legenda que informa isso, até achá-la criamos um monte de explicações bizarras. E o que é tumbaga? O nome é ótimo, mas o significado é singelo. Trata-se de uma liga composta de 40 a 70% de cobre e o restante de ouro. Foi a matéria prima por excelência da ourivesaria pré-colombiana. Ela permite preservar melhor os desenhos em relevo, facilita a fundição em cera perdida e possibilita a criação de uma variedade incrível de cores para as peças. Em termos simbólicos, esta liga representa a fertilização e o contato sexual. Vai entender…
O que importa é que é uma exposição que apresenta a riqueza do que foi produzido na região antes da chegada dos colonizadores e que revela o apuro estético e técnico da ourivesaria pre-colombiana.











