Gema do mês – Safira 4 de setembro de 2009

Diana sempre usou safiras, do anel de noivado ao look jet-setter
A primeira vez que eu prestei atenção a uma safira foi na foto oficial de noivado Charles e Diana, em 1981. Quem já era nascido, sabe o evento midiático que foi esse noivado e casamento. Acho até que foi o namoro deles que inaugurou essa coisa celebridades que vivemos hoje. Pois bem, era um lindo anel com uma safira oval de 18 quilates, rodeada de 14 brilhantes, realizado pela Garrard Jewellers, joalheiros oficiais da coroa britânica desde 1843. Custou um fortuna, vinha com uma promessa de amor eterno e aquele tom de azul era fascinante.

A safira Logan tem 422.99 quilates e é a maior safira facetada do mundo. Ela pertence ao Smithsonian Institute, desde 1960, após doação feita pela Sra. John A. Logan. Ela está montada num broche, rodeada por 16 quilates de brilhantes.
A palavra safira vem do grego sappheiros e significa exatamente isso: azul. Durante muito tempo ela foi usada para nomear todas as gemas azuis, principalmente o lápis lazuli.
Os antigos já apreciavam enormemente as safiras azuis. Os persas acreditavam que a Terra ficava sobre uma safira gigante e que a cor do céu era um reflexo disso. Outros povos acreditavam que elas eram pequenos pedaços que se desprenderam do céu quando ele se separou da terra.
No final do século XVIII, descobriu-se que safiras e rubis são variações de corindon, gema que tem em sua composição o óxido de alumínio. Apenas o diamante supera o corindon em dureza. Enquanto os rubis são muito raros, já que o cromo responsável por sua coloração é pouco freqüente na natureza, as safiras são mais abundantes porque as principais substâncias responsáveis por sua cor são também abundantes: o ferro, o titânio ou o vanádio.

A safira Star of India tem 563 quilates, um lindo efeito ótico chamado asterismo, provocado por inclusões, e está exposta no Museu de História Natural de Nova York, desde que foi doada por J.P.Morgan em 1900.

A safira Star of Asia tem 330 quilates, apresenta um lindo efeito de asterismo e pertence ao Smithsonian Institute
Azuis diversos, verde, incolor, amarelo, laranja, róseo, violeta e negro. Estas são as cores nas quais as safiras são encontradas na natureza. Devido a essa variedade, elas são confundidas com inúmeras outras gemas. Atualmente, a maior parte das safiras disponíveis no mercado sofre alguma alteração térmica ou química para aperfeiçoamento de cor.
Além disso, as safiras e os rubis foram as primeiras gemas a ser sintetizadas, o que aconteceu no início do século XX. Hoje em dia, o desenvolvimento tecnológico atingido permite a criação de gemas com qualidade para joalheria. Só um gemólogo experiente é capaz de distinguir uma gema natural de outra sintética. Em 2001, por exemplo, o mercado internacional foi inundado por berilos que após tratamento térmico, se assemelhavam a valiosas safiras.
Apesar do azul ser a cor mais freqüente e popular entre os joalheiros, há uma variação que atinge valores estratosféricos: a safira Padparadscha. Ela é extremamente rara e muito valiosa, com sua cor variando entre o laranja e o rosa. Ela é encontrada no Sri Lanka e seu nome vem de uma espécie de flor de lótus que apresenta a mesma cor.
A safira incolor, também conhecida como leucossafira, é muito utilizada nos mostradores dos relógios já que sua dureza os impede de ficar riscados. Ela também é utilizada na substituição de diamantes em cópias de alta qualidade.
As melhores safiras são de Kashmir (Paquistão), mas suas jazidas já estão praticamente esgotadas. Elas são de um tom de azul todo especial porque não possuem nenhum traço de cromo, aquele que dá cor ao rubi. Atualmente há jazidas em operação na Austrália, Miamar, Sri Lanka (desde à Antiguidade, o maior produtor), Tailândia e Tanzânia. Outros países produtores são: Colômbia, Nigéria, Estados Unidos e Brasil (raras, mas presentes no Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais).

A Safira de Kashmir bateu o record de valor em leilão na Christie's em abril de 2007 - são 22.66 quilates em lapidação cushion que custou 135 mil dólares por quilate

A safira Rockefeller tinha o record anterior: 66.02 quilates arrematados a 48.871 dólares por quilate, em 1991
Conhecida como a gema do paraíso, à safira são atribuídos poderes de proteção contra energias negativas e de conservação da inocência. A safira representa a amizade e o amor verdadeiro. Por isso, é freqüentemente usada em anéis de noivado. Como o do início deste post.

A safira Queen Mary of Romania tem 478.68 quilates, pertenceu a Cartier de 1913 a 1921, quando foi vendida à Rainha Mary. Em 1947, foi comprada por Harry Winston. A montagem da foto em platina e brilhantes foi realizada pela casa Henri Picq. Ela foi leiloada para um particular em 2003

Coroa do Tesouro Britânico (Imperial State Crown - 1937): eles já sabiam da importância do look 360°. Na parte de trás fica a safira Stuart e no topo a safira St. Edward, datada de 1042. Na frente, o rubi Black Prince (que na verdade é um espinélio)

As peças estão lindíssimas,estão de arrazar!!!
precisaria de duas coroas desta…. uma de rei e outra de rainha…. como faço para conseguir…. pois teremos uma festa e coroaremos o rei e a rainha
Solange,
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[...] anel de noivado de Diana, e agora de Kate, você pode dar uma olhada no que eu escrevi aqui e aqui. Author: admin Filed Under Category: acessório do dia Article Tags:anéis, história, noivas [...]