Comemorando atrasada e correndo, sem nem sair da bancada este ano. Obrigada a todo mundo  que me acompanhou nos últimos 4 anos!

Comemorando atrasada e correndo, sem nem sair da bancada este ano. Obrigada a todo mundo que me acompanhou nos últimos 4 anos!

Foram duzentos e três posts no último ano.

Ao longo deste período muita coisa mudou na blogosfera e dentro de mim também.

Passada a modinha, chegou a hora de separar o joio do trigo e reconfigurar a nossa presença no mundo virtual. Blogs de moda foram parar no CONAR. As pessoas começaram a questionar esse negócio de tentar viver uma vida que não é a delas, consumindo enlouquecidamente tudo que aparece no blog da vez. Alguém aí ainda aguenta look do dia de gente que veste sempre a mesma coisa. Fóruns na rede insistem o tempo todo na importância de ter conteúdo e conteúdo original. Será mesmo que tem público para tanto blog? Pensando nisso, muitos blogs se despediram. A vida muda e nem sempre um blog faz parte de um projeto de vida. Outros cresceram e viraram quase portais. Eu me alimento das inúmeras consultas que recebo sobre diversos assuntos relacionados ao universo da joalheria e vindas do país inteiro.

Olhando para estas demandas, e sem nunca ter feito a pesquisa que prometi no ano passado, descobri alguns assuntos mais interessantes do que outros. E espero dar conta deles neste ano que já começou atrasado. Não tenho conseguido postar todos os dias. A Bancada finalmente entrou num ritmo constante e ainda não sei como redistribuir meu dia para garantir regar esta planta de quatro anos de idade. Minha atenção, paciência e tempo para semanas de moda e afins se reduziu muito. Há um sentimento de dejà vu bem complicado, mas quando olho os desfiles um tempo depois vejo coisas que valem muito a pena, mesmo com todas as mudanças de calendário. Talvez o caminho não seja mais me matar para fazer primeiro e mais extensivo. Talvez seja melhor falar sobre como saboreio tudo mais tarde. Continuo firme e forte no meu amor por tiaras e joias absurdamente espetaculares, mas observo com cada vez mais atenção a joalheria contemporânea. Acompanho a produção dos colegas e estou de olho nas grandes joalherias também. Sempre que posso devoro livros de história e teoria. Tomara que isto tudo me permita continuar apaixonada pelo blog e escrevendo algo que vocês, meus leitores, queiram ler.

Os últimos doze meses foram bem movimentados. Aconteceu o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II. As novelas continuaram lançando moda. Michelle Obama apareceu cada dia mais maravilhosa e trabalhada nas peças de Kimberly McDonald no baile da posse. Mais joalherias estrangeiras se instalaram no Brasil, especialmente no Shopping JK. Anna Karenina, The Great Gatsby e as duas versões da Branca de Neve nos fizeram suspirar com suas joias.  Ruth Grieco e Miriam Mamber, joalheiras brasileiras, lançaram livros que me maravilharam, mas também me fizeram refletir sobre questões de gênero. Renée Sasson nos deixou e o mundo ficou um pouco mais sem graça. Comecei a me perguntar aqui sobre o que é uma joia e descobri onde fica a Estônia graças a uma expo de Mirla Fernandes, minha professora nesse questionamento. A Rainha do Bling nacional, Hebe Camargo, nos deixou e ninguém poderá substituí-la. Acabou-se uma era. Oscar Niemeyer fez joias, tênis e faleceu. O paraíso ganhará novas curvas. As esmeraldas de Lorraine Schwartz continuam enlouquecendo a gente em todos os red carpets. Novos espaços para a joia autoral foram inaugurados no Rio e em São Paulo. Um papa e uma rainha abdicaram. E o mundo não acabou.

Estou devendo as joias (spikes, para ser mais precisa) do Met Gala e pela frente teremos um casamento real e o leilão do maior diamante jamais leiloado. E a vida continua.

Para um rápido passeio pela história do Bijoux Bliss, leiam os posts dos aniversários anteriores: 2010, 2o11 e 2012.

Para saber para onde dirijo toda minha admiração na blogosfera ainda hoje, depois de longos quatro anos, é só visitar a Oficina de Estilo.

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