Conjunto de citrinos em ouro amarelo datados de 1830 e pertencentes a uma coleção privada espanhola, vendido pela Sotheby's londrina em março de 2012 por 85 mil reais

Conjunto de citrinos em ouro amarelo datados de 1830 e pertencentes a uma coleção privada espanhola, vendido pela Sotheby’s londrina em março de 2012 por 85 mil reais

São várias maravilhas num lote só. Em primeiro lugar, uma joia em seu estojo vale muito mais, tanto para o mercado quanto para os historiadores. isto porque um estojo, revela o zelo de seus proprietários ao longo do tempo, procedência – ourives, joalheiro, cidade, país, época, e até contribui para a verificação de autenticidade.

Além disso, um conjunto completo fala de uma época onde havia mais peças do que colares, pulseiras, brincos e anéis. Uma parure completa costuma ter no mínimo um colar – muitas vezes desdobrável em outras peças com seu centro pendente destacável, um par de pulseiras, um par de brincos e pelo menos um broche. Frequentemente ele inclui um devant de corsage (peça de maior porte que finalizava o decote dos corpetes) e broches menores para as laterais dos decotes. Muitas vezes estes broches também eram usados nos penteados ou havia pentes e palitos especificamente para isto. Num tempo que o toucador podia levar horas, era natural ter tantas peças na composição de uma traje. Aqui temos colar, par de pulseiras, para de brincos, broche e três ornamentos de cabelo. Nada mal.

Por último, estamos diante de um conjunto de citrinos, gemas brasileiras por excelência e que chegavam em abundância na Europa do início do século XIX. Lindíssimas e combinando divinamente com a delicadeza do trabalho em ouro do período, com motivos florais e volutas.

Maravilhoso, não acham?

Detalhe para observar as várias lapidações das gemas e o trabalho de repuxado no metal

Detalhe para observar as várias lapidações das gemas e o trabalho de repuxado no metal

 

 

 

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