Acervo de Joias do Museu Imperial 6 de abril de 2010

Marcador e abridor de livros em âmbar, ouro, rubi e brilhantes com borla de seda
Você sabe que está ficando velha quando você lembra que havia livros que precisavam ser abertos porque as gráficas falhavam ao guilhotinar as páginas. Cruzes!
O Museu Imperial de Petrópolis mora no meu coração do lado do Museu Costa Pinto de Salvador. Claro que há mais umas duas dúzias de museus brasileiros que eu visitei à exaustão quando era criança, mas esses dois tinham sparkle. Sabe lá o que é ver um monte de joias naquelas vitrines, quando se tem seis, dez anos? Pois é. O Museu Imperial acaba de completar 70 anos e está em pleno processo de digitalização de seu acervo. Das três coleções já disponíveis, uma delas é de joias.
Calma. Não pense em encontrar joias imperiais. Isto praticamente não existe. A família real levou tudo embora quando voltou para Portugal e o que ficou por aqui foi saqueado pelos republicanos ou se perdeu nas brumas dos tempos ou, ainda, é proprieade da família – Côté Brésil. No entanto, há interessantes coleções particulares, o que também é uma raridade, devido a nossa sanha assassina que derrete peças de valor histórico e artístico ou manda tudo para o penhor. É exatamente uma dessas coleções que sobreviveu ao tempo que temos oportunidade de visitar agora: a Coleção Sérgio Eduardo Lemgruber de joias da Viscondessa de Ubá e descendentes, doada no final da década de 90.

Joias da Viscondessa de Ubá e família, século XIX

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