Acessório do dia – Bye, bye Rio 26 de julho de 2010 No Comments

Anel Copacabana com 61 safiras e 170 diamantes em ouro rosa, da Chopard. Anel Big Sur com água marinha lapidação esmeralda, esmeraldas, diamantes, madrepérola cinzenta em ouro branco (ou platina?), da Van Cleff & Arpels

Delírios Fantásticos – Alta Joalheria 24 de julho de 2010 No Comments

A bancada onde tudo nasce (foto do Le Blog Luxe)

Quando a crise aperta é que é hora de sonhar. Um pouco de escapismo não faz mal a ninguém. Depois deste bisonho retorno dos anos 80, já está dando o ar de sua graça um espírito anos 90, mais puro (já que clean e simples são termos démodés). Vem aí um momento engajadíssimo na ecoeficiência e nas questões do desenvolvimento sustentável. Isto na moda, porque na joalheria é tempo de delírios fantásticos, que lembram um bocado a opulência dos anos 50, quando todo mundo não aguentava mais ficar relembrando o miserere da guerra. As grandes casas de Haute Joaillerie parecem ter aprendido a lição com Joãozinho Trinta: pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza são os intelectuais. Principalmente com o baixo astral reinante na Comunidade Européia e nos EUA.

Há duas ou três mil pessoas no mundo que podem arcar com as despesas da alta costura e da alta joalheria. O problema não é só poder adquirir uma dessas joias, ou vocês acham que é barato fazer o seguro, transportar, guardar e conservar uma joia de verdade? O resto do mundo só quer mesmo sonhar e comprar os infinitos subprodutos que as marcas de alto luxo despejam no mercado, para saciar nosso desejo de colocar o dedinho nesse universo.

Esta indústria – quem ainda não entendeu que isso é um dos motores da economia mundial, vá assistir o monólogo de Meril Streep sobre o cerúleo em O Diabo Veste Prada – é constituída de peças únicas que utilizam as gemas e os metais mais preciosos, por sua beleza e raridade. Tudo reunido com as técnicas mais complexas e pelas mãos mais especializadas do mundo. Estamos falando de obras de arte que podem facilmente levar seis meses, um ano para ficar prontas.

Boucheron, Chanel Joaillerie, Chaumet, Dior Joaillerie, Mellerio dits Meller e Van Cleef & Arpels só são conhecidos de nós, comuns mortais, por causa dos red carpets e dos eventos sociais enlouquecidamente registrados para nosso deleite, ou não, a depender do evento. Este ano, eles se reuniram à Chambre Syndicale de la Haute Couture, da Fédération Française de la Couture, du Prêt-à-porter, des Couturiers et des Créateurs de Mode – que pode ser traduzido para o Brasil como simplesmente Paulo Borges – e no dia 8 de julho, um dia após os término dos desfiles de alta costura, abriram seus salões para mostrar as obras de arte que vocês vão ver agora. Vale ressaltar que outras joalherias do mesmo porte, como Cartier, optaram por não relacionar seu trabalho com a sazonalidade implícita numa semana de moda e apresentarão seus novos trabalhos à parte. Outra ressalva: a alta joalheria de verdade, prá valer, nunca é fotografada ou exposta. O que vamos ver agora é o que um milionário, apertando um pouco o cinto, pode comprar.

Van Cleef & Arpels se inspirou em livros de Julio Verne para criar a coleção Les Voyages Extraordinaires (As Viagens Extraordinárias) com 100 peças excepcionais. O broche Meduse Lune com opalas, pérolas e diamantes em ouro branco faz parte da linha Vinte Mil Léguas Submarinas. Já o Colar Astre com opala negra, safiras e diamantes em ouro branco pertence à linha Da Terra à Lua. O broche Maximus tem um deslumbrante topázio lapidação pêra pendurado na tromba do elefante e conta ainda com uma safira, diamantes brancos e diamantes cinza em ouro branco e é da linha Cinco Semanas em um Balão. Os brincos Stromboli com safiras violeta, diamantes amarelos e diamantes brancos em ouro branco são da linha Viagem ao Centro da Terra

E imaginar que dei minha coleção do Julio Verne no ano passado, mas creio fortemente que as novas gerações têm muito o que delirar com meu amigo Julio.

Mellerio dits Meller buscou em seus arquivos as preferências de Maria Antonieta para criar o conjunto Rubambelle de safiras rosa e diamantes em ouro cinza; o colar Conversation com os mesmos materiais; o relógio Marie-Antoinette; e o leque Marie-Antoinette com madrepérolas e diamantes em ouro cinza; mais um pingente-frasco de perfume, um espelhinho de bolsa e alguns broches. Todas as peças fazem parte da coleção Reines du Coeur (Rainhas do Coração). Esta coleção homenageia ainda as clientes rainhas e imperatrizes européias: Louise da Bélgica, Joséphine de Beauharnais da França, Eugénie da França, Désirée da Noruega e Caroline Bonaparte de Nápoles. Para cada uma delas foi dedicado um relógio e um anel

Dior Joaillerie apresentou peças de três linhas: La Rose Dior (A Rosa Dior), Le Coffret de Victoire (A Caixa de Joias de Victoire de Castellani, a designer) e Incroyables et Merveilleuses (Incríveis e Maravilhosos). Aqui, o colar Précieuses Roses com esmeraldas, safiras rosa e diamantes em ouro branco; o anel Rosa Dior Bagatelle com rubis, esmeraldas e diamantes em ouro branco; o anel Le Coffret de Victoire com coral, ametistas, granadas, tsavoritas, safiras laranja e safiras violeta, em ouro rosa e branco; os brincos também Coffret de Victoire com opalas verdes, berilos amarelos, espessartitas, tsavoritas, safiras rosa, turmalinas paraíba e laca rosa-choque, em ouro amarelo; e os brincos Incroyables et Merveilleuses Mer com citrinos, rubis, turmalinas paraíba, safiras laranja e safiras violeta em ouro amarelo

Chanel Joaillerie criou a Coleção Pluma com 35 joias inspiradas no broche Plume, da coleção Bijoux de Diamants criada com a participação da própria Chanel em 1932. O Colar Plume tem dois diamantes em lapidação pêra e pavê de diamantes em ouro branco. No detalhe, a nova versão do broche original com pavê de diamantes e ouro branco

Chaumet comemora 230 anos e homenageia sua primeira cliente real, a imperatriz Joséphine de Beauharnais, esposa de Napoleão, com uma coleção baseada em diademas e tiaras. Embora a coleção apresente outras peças, ela se destaca por dar um toque de classe na moda de joias para penteados que já vem se anunciando há quase dois anos. O diadema Joséphine traz um diamante Jonquille (amarelo intenso) central e diamantes em lapidação baguete e brilhante sobre platina. O diadema Attrape-moi... si tu m’aimes (enrede-me se você me ama, ops. Eu e minhas traduções) tem turmalinas rosa, peridotos, citrinos e diamantes em ouro amarelo. A tiara-fita Joséphine tem turmalinas, peridotos e diamantes em ouro cinza. Essa última está modinha pura

Boucheron realizou peças que falam de Le Jeu de la Séduction (O Jogo da Sedução) e os nomes das linhas descrevem dos rituais de beleza até a hora H. O colar Taille de Guêpe (Cintura de Vespa) tem pérolas rosa e pavê de diamantes em lapidação pêra, navete e redonda em ouro branco. Todas as partes são destacáveis e se tornam um par de brincos, dois broches e um pingente. O colar Coquette Houpette (num esforço de tradução minha mãe lembrou que isso se chamava trussa, do francês trousse, de pó de arroz. Ai, eu lembro que ela tinha um numa caixa rosa clarinho) apresenta uma safira central, safiras azul, rosa e violeta, diamantes e plumas. As peças centrais podem ser usadas como broches e o colar é ajustável. O anel Envoûtant Sillage (Aroma Inebriante) traz um diamante lapidação pêra no centro e pavê de diamantes em ouro branco. O colar Accroche-Coeur (que em português castiço significa pega-rapaz, aquele cachinho de cabelo bem anos 20 e depois anos 50) está repleto de diamantes em lapidações diversas sobre ouro branco. Este colar pode ser repartido em dois braceletes, um broche e um barrete. Os brincos Dessous Chics (Roupa Íntima Chique) leva esmeraldas em gota e pavê de diamantes em ouro branco. O colar Baiser Volé (Beijo Roubado) tem um lindo rubi oval com pavê de rubis, safiras rosa e diamantes em ouro branco. O colar Attraction Fatale, que dispensa tradução e trata do que interessa, vem com uma safira redonda central e pavê de safiras e diamantes em ouro branco. Seu centro também é um broche e o colar sem ele pode ser usado de várias maneiras

Pronto. Aqui temos material para muitos sonhos e delírios.

Acessórios do filme Comer, Rezar, Amar – Parte 2 22 de julho de 2010 1 Comment

Dogeared ataca outra vez. Sairam os acessórios do filme Comer, Rezar, Amar

Pronto. Lançaram a coleção do filme como eu antecipei aqui. Não contei, mas são algo em torno de cem produtos na faixa dos 74 dólares, para deixar qualquer fã do livro e do filme louca. Se não me falha a memória tinha uma conversa de desapego no livro, que li lá atrás quando foi lançado e ninguém imaginava que ia fazer a cabeça de tanta gente em tempos de cólera. As peças vêm, como na coleção de Sex and the City, com cartõezinhos cheios de frases inspiradoras, tipo: atravessem a vida com corações abertos e espírito aventureiro.

Tem para todas as causas e precisões. Tudo delicado, quase zen mesmo

Eu particularmente gostei muito mais do conceito das subcoleções e sua programação visual do que das peças em si. Dêem uma olhada. E para ver as peças dêem um pulo no site da Dogeared.

Estas são as subcoleções. Nomes e desenhos pra lá de bem bolados

Dia de bancada – Peças de montão 1 Comment

Gustave Boulanger – Une Marchande De Bijoux A Pompeii (uma vendedora de joias em Pompéia)

Nem todo dia é dia de bancada. Depois de vários dias de muita labuta nela, agora vem a melhor parte. Viajar e mostrar o trabalho para todo mundo que quiser ver. Dá medinho de vez em quando: vai que acham tudo horrível! Mas com o tempo a gente aprende que cada peça tem seu dono e às vezes o encontro não é imediato. Mas cá estou no Rio de Janeiro onde, felizmente, minhas peças mais abusadas e queridas sempre fazem sucesso. Oba!

Colar de quartzo rutilado com ágata em prata

Colares com turmalinas (cascalho e cabochões) em prata. O colar da foto menor é lindo, eu juro, mas e a preguiça de trazer o notebook e a máquina fotográfica...

Colar de citrinos e granada em prata. No detalhe, conjuntinho (não é que eles estão de volta) de coral genérico, porém bonito demais (ou como andam dizendo por aí faux coral, kkk)

Anéis e mais anéis

Fico por aqui, brincando de lojinha até domingo. Beijo, me liga

Happy Hour – Anéis inspirados em drinks da Piaget 16 de julho de 2010 2 Comments

Anel Whisky on the rocks – citrino em lapidação almofada, dois quartzos leitosos em forma de cubos de gelo, 100 diamantes em lapidação brilhante, em ouro amarelo

Os relojoeiros e joalheiros da suiça Piaget resolveram levar ao pé da letra os cocktail rings. O mais interessante é que, se lembrarmos a origem da expressão, estas peças têm tudo a ver. No período da Lei Seca nos EUA, anéis enormes e coloridíssimos eram usados pelas mulheres mais elegantes e bem relacionadas, demonstrando não só que elas burlavam a lei e consumiam bebidas alcóolicas como, principalmente, que estavam no circuito exclusivíssimo das cocktail parties. Isso no mundo exterior, porque nas festas o negócio era segurar o copo do martini com o anelão bem à mostra. 

Anel Mojito – turmalina em lapidação almofada (péssimo o nome), citrino em forma de limão e 16 tsavoritas redondas, 120 esmeraldas redondas, 8 esmeraldas em lapidação marquesa, 182 diamantes em lapidação brilhante em ouro branco (tem gente por aí achando que é caipirinha, mas folhas de hortelã não fazem parte da receita...)

Anel Blue Ocean – topázio azul em lapidação almofada, uma cornalina redonda e 122 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco

 

Anel White Tonic – 44 diamantes em lapidação brilhante e um peridoto redondo facetado, em ouro branco

Anel Blueberry Daïquiri – ametista em lapidação almofada, 30 safiras rosa em lapidação brilhante, um rubi em lapidação cabochão e 121 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco

Anel Cosmopolitan – rubelita em lapidação almofada, um citrino em forma de carambola, peridotos redondos e 197 diamantes em lapidação brilhante, em ouro branco

Thank God it´s Friday!
Se quiser preparar uns drinks no drinkslog tem um monte de receitas.

Colares maravilhosos que apareceram nos últimos dias No Comments

Combinação nova (e bem brasileira) de cores nos conhecidíssimos rivières de Anna Wintour

Não é de hoje que Anna Wintour desfila colares deslumbrantes das mais variadas gemas. O de citrinos já tinha dado o ar da graça em outras ocasiões, mas esse de verditas, para mim, é novidades. Serão peridotos? Serão green gold? Ó, céus!

Cameron Diaz desfilou sua elegância blasé por aqui há alguns dias e arrasou na correntona

Nem pensem que é uma corrente qualquer. Não é. É o colar Tango de ouro rosa e prata com diamantes marrons da joalheria italiana Pomellato. Correntes desta coleção variam entre 21 e 100 mil reais, dependendo do material. OK para vocês?

Dia de Bancada – Colares com detalhes de turmalina 15 de julho de 2010 No Comments

As peças acabaram de ficar prontas e só falta montar os colares

As Joias do Filme A Jovem Rainha Vitória 14 de julho de 2010 3 Comments

Potencialmente um mar de joias

Quando sai um filme sobre uma rainha que tinha muitas joias no cofre, é minha obrigação moral correr para assisti-lo. OK, desta vez eu não corri tanto assim… Agora são dois filmes no meu currículo sobre o início do reinado de Vitória: A Jovem Rainha Vitória de 2009, com a “diaba veste prada” Emily Blunt,  e Os Jovens Anos de uma Rainha de 1954, com a “eterna Sissi” Romy Schneider.

Este é o retrato da Rainha Vitória no dia de sua ascensão ao trono, 20 de junho de 1837, data do falecimento de seu tio Guilherme IV

Como o nosso Pedro II, ela passou à história com uma senhora em eterno luto e gordota. O filme dá uma clássica exagerada, mas nos faz reconhecer que ela foi uma jovem razoavelmente atraente e apaixonada. E que adorava joias. Tanto que depois da morte do marido, ela gerou toda uma nova joalheria de luto. Qualquer dia desses falo sobre isso.

Retratos da Rainha Vitória em sua juventude

O filme apresenta o período de sua vida que vai de 1836 até 1841, com algumas cenas finais dos anos seguintes.

Joias de mocinha. Futura rainha ou rainha, mas mocinha

Joias de rainha. Passeando no jardim, no baile da coroação ou se casando, mas sempre impecável

Dizem que era completamente apaixonada por gemas e uma de suas preferidas era a opala. Reza a lenda que minas dessa gema se esgotaram nos primeiros anosde seu reinado. Por outro lado, Vitória tinha muito clara a importância de manter a majestade em suas aparições públicas através do uso de joias da Coroa. Sendo mulher, ela considerava todos os gestos que pudessem ajudá-la a conquistar seu espaço na história de seu país.

Rainha Vitória em fotos com Príncipe Albert. A última foto, ao contrário do que muita gente acredita ou copia e cola, não é do casamento deles, mas do casal em trajes de gala alguns anos depois

Foram 20 anos de casamento e 9 filhos. Vitória é conhecida por ter sido a primeira mulher a se casar de branco e a primeira monarca a se casar por amor.

A coroação

A atual Coroa (Imperial State Crown) é uma réplica mais leve e mais baixa daquela usada por Vitória em sua coroação. Ela vem sendo feita e refeita desde o século XVII, praticamente a cada coroação. Para o cortejo, Vitória usou o Diadema de Diamantes (Diamond State Diadem), que foi feito em 1820 para a coroação do Rei George IV. São 1.333 diamantes, pesando 327,75 quilate, e com 169 pérolas na base, montados em prata e ouro amarelo. Entre as cruzes de São Jorge, o diadema apresenta buquês com rosas, cardos e  trevos – símbolos nacionais da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Já o cetro (Sovereign’s Sceptre with Cross) tem quase um metro de altura e atualmente traz o diamante Cullinan I de 530 quilates numa montagem que pode ser revertida em broche.

O casamento

Em seu casamento, Vitória usou um conjunto de colar e brincos de diamantes com rosetas que o Sultão da Turquia deu de presente de casamento e que ela carinhosamente chamava de colar turco; o broche de safiras e diamantes com que o noivo a presenteou na véspera da cerimônia; e o colar da Ordem Garter (Garter Badge) com o Pingente de São Jorge (The Great George), ambos do século XVII, feitos em ouro, diamantes  em lapidação rosa antiga e esmalte. No lugar de uma tiara, ela usou um arranjo de flores de laranjeira.

(A imagem do colar foi retirada do site da revista alemã Royal Magazin)

O conjunto de flores de laranjeira em botão

As flores naturais usadas como tiara em seu casamento têm umar razão de ser. Um dos primeiros presentes dados por Albert para Vitória foi um broche de ouro amarelo, porcelana e esmalte, representando brotinhos de flores de laranjeira. Após o noivado realizado em 15 de outubro de 1839, ele retornou à Alemanha, desenhou o pequeno broche e mandou executá-lo como presente de noivado. Outras peças foram adicionadas no quinto e sexto aniversário de casamento, formando um lindo e romântico conjunto de tiara, brincos e broches, que ela sempre usou nas comemorações de suas bodas. Muitas das joias particulares de Vitória e diversas reformas de joias da Coroa foram desenhados por Albert.

A Rainha Vitória e o Príncipe Albert em seus anos dourados

A tiara de diamantes franjada (Russian Fringe Tiara) foi realizada em 1830 pelos joalheiros Rundell, Bridge and Rundell por encomenda do Rei George III para sua esposa Charlotte. Herdada por Vitória, ela a usou numa visita oficial à Ópera em 1839 e posando para um quadro em 1851. A Rainha Elizabeth II a usou emprestada da Rainha Mãe em seu casamento em 1947. Já o conjunto de colar e brincos foi feito pela joalheria Garrard em 1858 especialmente para Vitória e era uma de suas joias preferidas. Enquanto o Príncipe Albert foi vivo, ela usou frequentemente o broche de safiras e diamantes.

São Jorge e o Dragão nas versões alta e baixa joalheria

Colar em ouro amarelo franjado

Graças ao FlickR de Moorina, que fotografou uma exposição com os figurinos do filme, podemos ver que figurino é uma arte prima-irmã de efeitos especiais: o Great George cheio de diamantes em várias lapidações diferentes vira um São Jorge esmaltado. Já o super conjunto em ouro amarelo de pertinho, hum… Sandy Powell ganhou o Oscar de melhor figurino e não economizou em tecidos, rendas e fitas de época, mas não há nenhuma referência ao empréstimo de joalherias, famosas ou não. Só uma frase dela que diz que o colar do casamento (que by the way é uma rivière ao invés do colar de rosetas de diamantes) é de cristais.

Bônus track: a coroa de diamantes de Vitória

 A pequena coroa de diamantes da Rainha Vitória foi feita sob encomenda  em 1870, como uma alternativa mais leve para a enorme Coroa Imperial. Vitória também não gostava da burocracia para retirá-la dos cofres da Torre de Londres. E com seu luto a grande coroa a impediria de usar o véu que a acompanhou anos a fio. Do colar eu já falei um pouco, mas vamos lá. Ele e os brincos são feitos em diamantes, ouro amarelo, prata e platina. O colar tem 38,1 cm de comprimento e os brincos 4,5 cm.

A Rainha Vitória na maturidade

Rainha Vitória como se tornou conhecida  nos livros de história e o filme de 1997 com Dame Judi Dench que dá uma olhadela nos seus anos de maturidade, após o longo luto pela morte precoce do Príncipe Albert aos 42 anos.

Acessórios dos desfiles de Alta Costura de Paris – Outono Inverno 2011 12 de julho de 2010 No Comments

Alexandre Vauthier – pulseiras douradas e alguns detalhes nas roupas também

Alexis Mabille – brincos gigantes e delicados, com cristais e laços

Alexis Mabille – anelões na mesma linha dos brincos e uma pulseira rígida linda de morrer que contrastava com todo o fru-fru do desfile

Atelier Gustavolins (Gustavo Lins, para os íntimos) – que coisa mais genial esta peça prateada! Se alguém souber a que veio e do que é feita, avise-me

Bouchra Jarrar – amei este colar (confesso que é anos 80 total). Ele apareceu em dois looks do desfile e parecia apenas complementar o trabalho com dourado presente em muitas peças

Chanel – Karl Lagerfeld reuniu os acessórios das últimas coleções numa nova composição. Tudo ao mesmo tempo agora: as correntes delicadas da coleção Croisière , os medalhões bizantinos e as gemas e pérolas em combinações de cor perfeitas. Para completar, o leão de bronze que reinou sobre a passarela e apareceu em peças nas pulseiras

Foram só pulseiras, ENORMES e SEMPRE nos dois braços, mas o resultado não ficou nada mulher maravilha, nem anos 80

Parece uma overdose das peças da coleção desfilada em Saint Tropez

Traz de volta as ágatas que haviam aparecido no desfile do prêt-à-porter de março

Além das pulseiras, houve lindos bordados com pedrarias, fazendo as vezes de colares e cintos

Lembrou muito o trabalho do Alexandre Herchcovitch no desfile de inverno, quando a inspiração no leste europeu rendeu lindos trabalhos com correntes

Não me canso de apreciar. Olhem só esta transição dos tons terrosos para os azuis!

No encerramento, um momento a Bela e a Fera?

O leão dominou o Grand Palais. No baú de referências do Kaiser KL tinha um papelzinho que dizia que Coco Chanel era leonina de 19 de agosto

Christian Dior – John Galiano criou vestidos fantásticos que se pretendem buquês. A exuberância das flores e o styling dispensaram as bijoux, mas essas sandálias são deslumbrantes

Elie Saab – O brilho ficou exclusivamente nos próprios vestidos coluna. Para o red carpet já!

Franck Sorbier – vestidos de princesa, mas cadê as tiarinhas?

Giorgio Armani Privé trouxe vestidos para o dia e para a noite com adornos que mesclam madeira, madrepérola, metais e cordas

Armani também abusou do formato de botões nesse jogo

Para completar, apenas uma pulseira ou um anel grande e vistoso

Brincos apareceram pouco e também seguindo essa linha de UMA peça grande e só, já que os adornos nas roupas eram bastante chamativos

Givenchy – Riccardo Tisci entrou na nova onda de homenagens a Frida Kahlo da maneira mais elegante possível. Foram apenas 10 trajes e todos longos. Todos ressaltando uma coluna vertebral estilizada e de alguma forma imobilizante, tal qual na obra e na vida da artista mexicana. Acessórios completamente ofuscados, lamento

Jean Paul Gaultier – entre Elsa Schiaparelli e Carmem Miranda não consigo nem começar a explicar esses acessórios

Será alguma antena capaz de captar passado-presente-futuro? No detalhe, Francisco Cuoco em O Astro, novela de Globo de 1977

Será o novo modelo do bracelete da nova Mulher Maravilha?

Será uma proteção anti-vuvuzela? Gaultier estaria preocupado com as cornetas na mala dos torcedores europeus?

Não importa o que seja este anel, eu quero um para mim

Maison Martin Margiela Artisanal – esculturas não usam acessórios...

On aura tout vu – colares brincando com o próprio conceito de colar

Valentino – laços românticos dominaram a passarela. Eu me apaixonei pela meia luva e pelos sapatos. E olha que eu nem gosto de sapatos

Pingente com Mensagem de Amor 9 de julho de 2010 No Comments

Pingentes Message d´Amour de esmalte em ouro amarelo, ou branco, ou ródio-paládio

Frey Wille é uma joalheria austríaca que faz peças esmaltadas maravilhosas. Seu nome vem da sociedade da artista vienense Michaela Frey, já falecida, com Friedrich Wille.  Eles, que já dominavam uma arte centenária, conseguiram dar um astral absolutamente contemporâneo a suas criações ao homenagear artistas plásticos do século XX, sob a direção de Simone Grünberger. Não é fofo esse pingente com mensagens de amor? E as pulseiras então?

Pulseira da Coleção Homenaje a Gustav Klimt e Pulseiras da Coleção Diva